O ABC fora do ar!
Passei o feriado no litoral e como o frio e a chuva não deram trégua, mínha única escolha foi acompanhar a programação da tv. Para o meu descontento, a única emissora que “pegava” direito era a filial da Globo, a TV TRIBUNA … então me contentei em acompanhar os telejornais locais e até me animei com a possibilidade de fazer um comparativo com os da capital.
Foi aí que caí em mim: eu não moro na capital. Pois é… 22 anos para descobrir que sei mais do trânsito da Avenida Paulista (vou lá poucas vezes e de metrô) do que da Perimetral e Avenida Industrial de Santo André (passo por elas todos os dias, a caminho da Universidade). Tá certo… eu sei mais das duas porque as uso com mais freqüencia, porém, nenhum telejornal me avisa qual o melhor caminho a ser tomado quando vou para o IMES… tantas faculdades aqui na região, tanta gente sofrendo com o trânsito todos os dias e nada de informação. Quem liga o rádio fica sabendo de tudo de São Paulo, mas do ABC… a única rádio na região, a Rádio ABC, ainda tem pouca representatividade.
Falo de trânsito com o intuito de ilustrar melhor a situação, mas todo o resto também se encaixa. Da mesma maneira que o litoral tem os seus telejornais pela manhã e à tarde, o ABC poderia ter o seu drops de notícias na TV aberta, afinal somos muitos, espalhados por 7 cidades, a terceira maior economia do país, temos representividade nacional, somos cidades industriais e ao mesmo tempo dormitórios, começamos agora a ascender para o comércio, sem contar o grande número de faculdades que levam o nome dos municípios. Taí! Porque não um telejornal com a nossa cara?
Vivemos tanto em função da capital, mas em suas aulas, o professor Carlos Alberto defende a regionalização das mídias, para uma melhor representação dos problemas e anseios dos cidadãos. Não há como contribuir de forma cidadã para os municípios, quando pouco se faz pelos cidadãos e muito se fala em audiência, espetacularização das notícias, ainda mais, das notícias da capital.
por Raquel Nantes Tavares
A revista que marcou o século XX
A informação é a principal fonte de conhecimento para aqueles que buscam retransmitir uma mensagem clara e objetiva. Baseado em nossos conhecimentos iremos gerar uma discussão sobre os veículos de comunicação e analisar as matérias publicadas. Antes de comentar sobre a revista impressa, trago algumas informações sobre a primeira revista no Brasil, chamada O Cruzeiro.
A revista O Cruzeiro não foi apenas mais um veículo do império de Assis Chateaubriand. Pode-se dizer que era seu carro-chefe e a principal revista ilustrada do País, numa época em que emanava o jornalismo sensacionalista e o conglomerado da imprensa.
• A primeira edição de O Cruzeiro é de 10 de novembro de 1928.
• Grandes nomes fizeram história em O Cruzeiro. Dentre eles, Millôr Fernandes, Péricles de Andrade Maranhão (criador de O amigo da onça) e Rachel de Queiroz.
• Geralmente as capas traziam modelos, atrizes e mulheres bonitas. Eram raras as capas políticas. Getúlio Vargas, JK, João Goulart e Jânio Quadros estão entre essas raridades.
• A revista tem recordes ainda não quebrados como edições com mais de 750 mil exemplares (até hoje, proporcionalmente, a maior) e sua longevidade, 47 anos (só agora, em 2003, Veja completou 35 anos).
• A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos, vestido de Tio Sam.
Sobre Assis Chateaubriand
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo nasceu em Umbuzeiro, Estado da Paraíba, em 5 de outubro de 1892, dia de São Francisco de Assis. Estudou no Ginásio Pernambucano, em Recife. Ainda em Recife, iniciou sua carreira jornalística, escrevendo para o Jornal Pequeno e o Diário de Pernambuco, onde chegou a redator-chefe.
Fundação Assis Chateaubriand – http://fac.correioweb.com.br/
Espero que tenham conhecido um pouco a história do ilustre Assis Chateaubriand e da Revista que marcou o século XX.
por Adriana Fernandes S. Pestana