Monumento Paulistano
São 138 metros de altura e 500 toneladas de aço compondo os 144 cabos importados da Espanha. A Ponte Estaiada Jornalista Octavio Frias de Oliveira me envergonha e eis que a encontro na primeira página do Estado de São Paulo.
No final da matéria do caderno Cidades/Metrópole, mais precisamente na última frase da matéria encontramos a seguinte afirmação, “Inicialmente orçada em R$184 milhões, a obra custou R$233 milhões”. Frustrante. Esse deveria ser o lead da matéria. Afinal, será que os representantes do nosso magnificente Estado, com seu histórico de honestidade, não deveriam prestar contas desses míseros R$43 milhões?
No caderno de final de semana do Valor Econômico a matéria de capa trata do problema dos congestionamentos da cidade de São Paulo. O município desperdiça 33,5 bilhões por ano por conta desse infortúnios e os investimentos necessários em transporte de massa ou ciclovias entre outros, não são pragmáticos.
Mas o Valor Econômico nem citou a obra faraônica as margens do Rio Pinheiros.
Ainda sim uma pergunta fica martelando a minha cabeça, seria melhor se os faraós Quéops, Quéfren, e Menkaure (ou Miquerinos) – pai, filho e neto – construíssem as pirâmides de Gizé às margens do Rio Nilo ou libertado os escravos que morreram na construção ou, indo mais longe, investido o capital humano em outros recursos?
Talvez o Egito não tivesse sido subjulgado por Roma.
Caio Neumann

