Notícias, trabalhos e a sexta-feira!
No final de abril e início de maio, a rádio CBN fez uma série de reportagens especiais sobre a imigração japonesa. Contou como foi a vinda, o preconceito, as dificuldades, os dias atuais e a nova cultura que surgiu no Brasil, a nipo-brasileira. Essa cultura surge das relações entre japoneses e brasileiros, surge da mistura entre estes dois povos. É um assunto que está em pauta este ano, mas dependendo da maneira como é abordado torna-se interessante. Os sons, as músicas, tudo nesta série especial nos coloca dentro de um cenário oriental.
Eu gosto das reportagens de rádio também porque, algumas vezes, fogem de assuntos agendados pela mídia, como por exemplo, a reportagem sobre doação de órgãos, também veiculada pela rádio CBN. Na matéria fala-se sobre como eram feitos os transplantes antigamente, como são feitos hoje e qual a importância do incentivo à doação de órgão. Doações essas que salvam vidas! Se não somos capazes de ajudar alguém enquanto vivemos, porque não ajudar depois que morremos. Afinal, o corpo não nos será mais importante!
É claro que os principais fatos do dia são fundamentais. Aliás toda a programação, os jornais, os resumos das notícias, as prestações de serviço. Tudo é importantíssimo!! Mas essa semana, foi uma semana exaustiva! Me pareceu que o tempo não foi suficiente em nada! As aulas não rendiam! Os trabalhos não entravam nos eixos! E eu ouvindo rádio o dia todo para formular o meu post de toda semana. Cansada, confesso que não prestei atenção em nada! Pra mim foi maçante, as notícias me cansavam demais!
Até que uma reportagem com seu sons ambientes e efeitos sonoros, e com uma informação interessante cruzou o meu caminho! Em casa acessei o site das rádios e procurei pelas reportagens. Ouvi todas! Gostei de muitas! Aprendi bastante! E se possível, depois dessa tormentosa semana, conseguirei postar no blog, finalmente, e ainda colocar em prática, nas aulas de rádio, o que acompanhei durante todos esses dias.
Termina logo, semana!… Ainda bem que amanhã é sexta-feira!
Update em você!
É sempre assim!
Quando eu acho que estou manjando legal de um programa, aparece uma leve atualização, que faz com que eu tenha que reaprender tudo!
Estava conversando com a galera do twitter, e eles confirmaram a minha tese. É estranho, mas as companhias de softwares atualizam seus programas no ritmo da internet. Isso facilita bastante a vida do usuário, que por um lado, vai ter sempre novas ferramentas para trabalhar, e por outro, sempre vai empobrecer o bolso dos que necessitam de tal atualização, pois a cada atualização, aumentam também os preços, e o lucro da companhia. Mas enfim, o que isso tem a ver com o Jornalismo Digital? Pra quem usa a internet para ter o pão nosso de cada dia, o jornalista que trabalha na internet, ou melhor, o Jornalista Digital, tem que estar sempre atualizado, no ritmo da internet…
Somente assim, ele vai saber as melhores maneiras de contornar as situações, e quais caminhos tomar, quando se deparar com a extinção de um software, serviços e sites que auxiliam seu trabalho.
A exemplo do Pagemaker, FrontPage e outros.
Atualizando o exemplo: Fui ontem a uma entrevista, onde o jornalista estava diagramando pelo Pagemaker, e não era um dinossauro de jornalista, o cara até que era novo. E perguntei para ele: “Por que você não usa o InDesign?” O Editor chefe olhou pra mim com cara de “ganhou mais um ponto na sua entrevista”, e ele respondeu que não sabia mexer com o pobre coitado do programa. Tentei explicar as diferenças, as vantagens, e ele me retornou a tona: “É… mas temos que comprar ele por aqui, então”. Logo a editora chefe olhou com desdém pra mim e deve ter pensado, “menos Dois pontos na sua entrevista”.
Não tinha o que falar, o cara tava certo. O trabalho dele continuava saindo, o jornal deles, continuava a ser publicado e todos ainda recebiam seu salário.
Por outro lado, minha lógica de raciocínio me permite explicar: Se o jornal tiver mais recursos para atrair mais leitores, terá mais leitores. Então, logo, claro, se o investimento for feito, terá um retorno, concordam?
Usei o exemplo do InDesign, mas falo em geral, de todas ferramentas de uso do Jornalista, fiquem à vontade para pensar.
Ah! Claro que se não existir mão de obra apropriada para a utilização do foguete de última geração, não adianta nada. E É AÍ EM QUE QUERO CHEGAR!…
Pra quem usa a internet para ter o pão nosso de cada dia, o jornalista que trabalha na internet, ou melhor, o Jornalista Digital, tem que estar sempre atualizado, no ritmo da internet…
Por Rudá Pereira da Costa
Além das notícias
Na Universidade discutimos o papel do jornalista: informar com acuidade, respeito ao interlocutor e da forma mais coesa e concisa possível.
Mas simplesmente “dar” a notícia não é o suficiente. O papel do comentarista é fundamental para refletir sobre os acontecimentos noticiados e a repercussão deles na sociedade. Talvez os indicadores econômicos, as eleições dos Estados Unidos ou o discurso de alguma autoridade não seria bem compreendido se os comentaristas não dessem o seu “pitaco”.
Esse é o real papel do jornalista: além de dar voz aos lados envolvidos em um fato, mostrar o que esse fato tem a ver com a minha vida. O Jornal da Noite, da Band, apresentado por Boris Casoy, é quase todo estruturado pelos comentários do âncora, maduro e experiente o suficiente para entender o que há de relevante na notícia.
Miriam Leitão, Alexandre Garcia – Bom Dia Brasil – Carlos Alberto Sardenberg, Arnaldo Jabor – Jornal da Globo – também representam o mesmo papel, o de considerar, ir além do assistir às notícias e reproduzir tudo sem refletir. Outros telejornais também trazem opinião, como o Jornal do SBT ou o Jornal Hoje, mas de maneira descontraída e popular. Mesmo assim, cumprem o papel de “chacoalhar” o telespectador.
Uma pena que faltem comentários no Jornal Nacional, por exemplo, uma das maiores audiências da Globo no horário nobre há quase 40 anos. Por que será?
Jornal de propaganda
Hoje sairei um pouco da linha dos jornais tradicionais e vou falar de um que nem sempre é lembrado, mas que exerce muito peso nas suas matérias. O Meio&Mensagem.
Ele já está com trinta anos e trabalha o mercado de publicidade. Mas não é só sobre propagandas que estamos falando. O marketing das empresas também entra na pauta e saber sobre certas decisões ou lançamentos de produtos ou qualquer outras ações das companhias pesa e muito para a sociedade. Além de afetar qualquer linha de investimento isso pode mexer na economia nas suas instancias mais obscuras e afetar o seu, o meu e o salário de todos. Isso sem contar os produtos que consumimos.
Com matérias rápidas, enxutas, entrevistas interessantes, fica a dica de leitura.
Por Caio Neumann
As notícias através da imagem
A revista Super Interessante é sempre uma fonte de conhecimento inacreditável. Na edição mais recente a matéria “Olha o radar”, mostrou a ousadia das pessoas diante dos radares no Brasil. As câmeras instaladas tiram cerca de 300 mil fotos por dia, segundo a revista Super Interessante.
A matéria atrai principalmente os preguiçosos da leitura, esse detalhe chamou a minha atenção e resolvi conferir na integra. A principal característica da matéria é a forma que foi abordada pela a revista, poucas frases e muitas fotos. Como diz o nosso professor Flávio Falciano, “no jornal uma foto de qualidade e expressiva pode dispensar um bom texto”. Isso também vale para as revistas impressa.
Cenas bizarras, acidentes, motoristas infratores e muita gente querendo aparecer, são temas das fotos anexadas na revista…e quanta ousadia!
A matéria, ou melhor, o conjunto de imagens chocantes, traz às pessoas a realidade que quase ninguém conhece, os acidentes e o desrespeito às sinalizações, são as infrações mais comuns entre a sociedade, mas a matéria mostra que as infrações podem chegar ao extremo, como por exemplo: um casal que andava em uma moto em velocidade e sem roupa nenhuma, outro exemplo, e da placa de um automóvel que em vez de letras e números exibia a palavra LADRÃO, nossa…essa foi forte!
As fotos deixam indícios que muitos dos infratores atuam conscientemente e outros parecem estar revoltados com as inúmeras multas que sofreram, enfim, ambos estão vivendo em conflito com a legislação do trânsito em nosso país. O que devem entender é que as leis e regras são desenvolvidas com o propósito de organizar a sociedade.
Para finalizar meu post, quero parabenizar a revista Super Interessante pela criatividade, pelas fotos que foram muito bem aproveitadas e trouxe o essencial para seus leitores: A INFORMAÇÃO.
Adriana Fernandes Silva Pestana
Novas tendências?
A cada hora surge um novo termo nesse nosso mundinho do jornalismo online. Se tais expressões não forem levadas tão a sério (tem gente que dá ataque a cada vez que uma aparece), suas utilizações podem ajudar a classificar novos campos e formas de se trabalhar. Um desses termos, que vem sendo muito utilizado por veículos de língua inglesa, é o “jornalismo semi-profissional” (“semi-pro journalism”, no inglês). Como assim?
A expressão diz respeito, entre outros, ao envolvimento e utilização de aspirantes a jornalistas (leia principalmente estudantes universitários) em projetos colaborativos ou coberturas jornalísticas. Óbvio, tudo com a supervisão de jornalistas ou professores de jornalismo. Nada mal, pois, o que pode parecer mão-de-obra barata ou coisa do tipo, é um estímulo a quem pretende levar a profissão a sério, sem se iludir, e está disposto a encarar desde cedo os desafios do campo.
E ae? Vamos trabalhar?
por Rudá Costa
Tudo no mundo vira moda
Na 3° semana de maio, a Universidade IMES proporcionou aos alunos uma diversidade de palestras através do FOCO, evento realizado uma vez por ano.
O tema desta edição foi sobre o Consumismo e o Mundo Moderno, o que me chamou atenção, para a publicação da Revista Exame desta semana. O mais curioso é que, em uma única matéria da revista, o tema consumismo e mundo moderno está presente. Parece ser difícil identificar o consumismo em nossas vidas, mas, o mundo moderno pertinentemente está explícito no cotidiano, a começar com as tecnologias.
O mundo moderno propõe novas expectativas para o ser humano, mas, pode causar grandes impactos negativos, falo das pessoas que indiretamente contribui com a modernidade, através do consumismo, onde tudo que é moderno, e todo mundo usa, vira moda, e o que está na moda é consumido, é um círculo vicioso que tende à crescer ainda mais.
A revista Exame aborda a futura cobiça dos brasileiros, que são: os celulares com acesso à TV que servem para fazer compras e até ler romance, mas isso, é no Japão e na Coréia do Sul, lá as invenções não param de crescer. Será que eles pensam no mal que podem causar à natureza?
O consumismo chega a ser uma patologia comportamental. Pessoas compram compulsivamente apenas para atender à vontade de comprar, além disso, traz várias conseqüências negativas por não se preocuparem com o meio ambiente. A mídia também faz parte do consumismo. Os meios de comunicação estão carregados de publicidades, mas, não é só as publicidades e propagandas, alguns temas que são abordados, também contribuem com este hábito.
É possível que os meios de comunicação façam a sua parte sem prejudicar seu principal objetivo, que é a lucratividade, para isso é preciso ter acima de tudo vontade.
por Adriana Fernandes Silva Pestana
Mordi minha própria língua!
O “telejornal” ‘Aqui Agora’ vai sair do ar, após pouco mais de um mês da reestréia. Digo que mordi minha língua, porque no post anterior escrevi que o telejornalismo tem como principal intuito entreter e não informar e que o interesse é manter a massa quietinha e satisfeita. Agora que releio o post percebo a besteira que escrevi. Essa idéia de massa desprotegida e ignorante é um conceito “orwelliano” e ultrapassado.
Confirmação disso é o desligamento do ‘Aqui Agora’ da grade do SBT por falta de audiência. Acho que o público já está cansado desse jornalismo pretensioso, que diz ajudar a população, mas, na verdade, se aproveita do sofrimento, das estranhezas do mundo para fazer notícia. Vide ‘Balanço Geral’ da Record.
O público cansou de ser subestimado e usou seu poder para acabar com mais essa bizarrice da TV. Por isso eu me recuso a assistir tantos outros programas. Não tenho nenhum aparelho do IBOPE em casa, mas não saio reproduzindo por aí o que eles veiculam na TV, não vendo a minha a atenção por tão pouco.
Gostei de ver, um protesto silencioso e brando. O problema é que poucos perceberam o poder que têm nas mãos. Se não gosta, mude de canal. Se não aprova, não reproduza. Se não quer que continue, simplesmente ignore.
A audiência é que move a televisão. Até aqui ela tem se contentado com pouco, muito pouco, mas já dá sinais de que alguma mudança vem por aí.
Por Raquel Nantes Tavares
Coberturas…
Hoje vai uma dica do que fazer no seu domingão. Pela primeira vez eu comprei um jornal no domingo.
Graças ao trabalho na revista e consultoria, precisei procurar uma matéria sobre o dia 18, que é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Primeiro vamos à dica. O jornal dominical é ótima fonte de recreação. Fora os inúmeros cadernos de classificados, vale a dica cultural.
No Estado de São Paulo, por exemplo, a crônica de Luís Fernando Veríssimo e a análise da nova edição de Moby Dick, realmente são enriquecedores para o leitor.
Porém, um assunto muito sério, como o abuso sexual infantil, passa desapercebido em pleno dia em que isso deveria ser mais lembrado e discutido pela grande mídia.
Novamente, vamos a um exemplo prático. A Polícia Rodoviária Federal publicou um balanço onde identificou 1.918 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais.
Foram checados mais de 60 mil quilômetros de estradas. O Estado de Minas Gerais – que possui a maior malha viária federal do país, também registra o maior número de pontos vulneráveis a essas práticas, 290 no total.
No Rio Grande do Sul, foram encontrados 217 pontos de risco.
Segundo a Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal, é possível encontrar até dez menores em situação preocupante nesses pontos.
Na Folha ainda vá lá, consegui encontrar informações, como essa, na Folha On Line, mas nada no impresso.
Quanto mais eu me dedico a estudar jornalismo, mais me preocupo com a cobertura dos grandes veículos a questões que realmente são de interesse da sociedade ou a que eles acham que são de interesse.
Por Caio Neumann
Tudo no mundo vira moda
Na 3° semana de maio, a Universidade IMES proporcionou aos alunos uma diversidade de palestras através do FOCO, evento realizado uma vez por ano.
O tema desta edição foi sobre o Consumismo e o Mundo Moderno, o que me chamou atenção, para a publicação da Revista Exame desta semana. O mais curioso é que, em uma única matéria da revista, o tema consumismo e mundo moderno está presente. Parece ser difícil identificar o consumismo em nossas vidas, mas, o mundo moderno pertinentemente está explícito no cotidiano, a começar com as tecnologias.
O mundo moderno propõe novas expectativas para o ser humano, mas, pode causar grandes impactos negativos, falo das pessoas que indiretamente contribui com a modernidade, através do consumismo, onde tudo que é moderno, e todo mundo usa, vira moda, e o que está na moda é consumido, é um círculo vicioso que tende à crescer ainda mais.
A revista Exame aborda a futura cobiça dos brasileiros, que são: os celulares com acesso à TV que servem para fazer compras e até ler romance, mas isso, é no Japão e na Coréia do Sul, lá as invenções não param de crescer. Será que eles pensam no mal que podem causar à natureza?
O consumismo chega a ser uma patologia comportamental. Pessoas compram compulsivamente apenas para atender à vontade de comprar, além disso, traz várias conseqüências negativas por não se preocuparem com o meio ambiente. A mídia também faz parte do consumismo. Os meios de comunicação estão carregados de publicidades, mas, não é só as publicidades e propagandas, alguns temas que são abordados, também contribuem com este hábito.
É possível que os meios de comunicação façam a sua parte sem prejudicar seu principal objetivo, que é a lucratividade, para isso é preciso ter acima de tudo vontade.
Por Adriana Fernandes Silva Pestana