Regras? Nada certo, ainda?*

Maio 7, 2008 at 11:40 pm (Web) (, , , )

É cada vez mais comum lermos notícias e entrevistas na internet, através de programas de mensagens instantâneas, e-mails, sites e VOIP. Tal fenômeno dá-se pela característica da Era Digital, da internet, e por conseqüência, do jornalismo digital, tema que a cada dia é mais comentado entre os jornalistas e estudantes.

Porém, quais são as regras para ser um “jornalista digital”? Há o mesmo rigor dos padrões da redação? Quais as vantagens? Como são veiculadas e tratadas as matérias, para o produto final, a “digestão” do leitor?

Há alguns dias atrás, estava eu, vagando pelo Twitter – “poderosa ferramenta para o jornalista digital”, como assim disse Paulo Querido – e me deparo com um link, trazendo a discussão de a profissão ser regulamentada nos concursos públicos. Logo depois, uma atualização me traz a notícia de que ocorreu um congresso internacional sobre ciberjornalismo, tratando temas como a multitextualidade, convergência, regras para jargões, entre outros assuntos.

É certo que não é tão jovem e promíscuo o assunto, porém, notamos o precoce avanço e maturidade para se domar o ciberjornalismo, modalidade ainda sem muitas regras expressamente definidas. Há um empenho para se criar técnicas de assimilação de textos, tais como as visuais e de layout, como o estudo Eyetrack sobre sites. Vemos discussões sobre qual pirâmide da cadeia jornalística se deve usar na internet, e também quais são as palavras adequadas para o público da internet.

Grandes portais, grandes nomes, já são certos quanto ao esquema de redação e contextualização para internet, devido aos manuais de redação. Mas no ciberjornalismo não há manuais de como os textos devem ser expostos na telinha do computador para serem assimilados mais facilmente, ou, simplesmente lidos.

Algumas regras são meio que óbvias. Escrever em demasia sempre cansa o leitor; termos técnicos, sem explicação desencadeiam no clique para outro site; tamanho da letra, fonte e cor, “padrão chatão” Times New Roman, 12 ou 14, cor preta (Ainda há teses de que a Arial 12 é a padrão para internet…); títulos, linha fina, cabeça, chapéu, geralmente são aplicadas as mesmas técnicas para impresso. “Título condizente, chamativo. Regra: Sujeito, verbo, complemento, sem cacofonias, simples, claro”, assim dizia Carlos Correia**.

Mas, pensando assim não seria muito monótono para internet? Os internautas são rápidos, ligeiros, astutos, a maioria jovem, não tiraria o foco central da notícia e talvez uma incontrolável vontade de apertar o primeiro botão do mouse? Tudo é considerado, logo, diversas técnicas são criadas através de pesquisas com os internautas para o crescimento de público de um jornal on line.

Agora o que sabemos que é certo (ou não), é que alguns jornais impressos que possuem sua versão On Line na internet, transcrevem seus textos do impresso para web, deveria isso ocorrer? Não sabemos, pois a cada minuto – no estilo da internet – atualizamos nosso conceito de Jornalismo Digital.

* Texto em base no artigo

**Carlos Alberto Correia, ministra aulas na Universidade IMES

Ah! Parabéns para os 15 anos de WWW e para os 30 anos de SPAM. :)

por Rudá Costa

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