Além das notícias
Na Universidade discutimos o papel do jornalista: informar com acuidade, respeito ao interlocutor e da forma mais coesa e concisa possível.
Mas simplesmente “dar” a notícia não é o suficiente. O papel do comentarista é fundamental para refletir sobre os acontecimentos noticiados e a repercussão deles na sociedade. Talvez os indicadores econômicos, as eleições dos Estados Unidos ou o discurso de alguma autoridade não seria bem compreendido se os comentaristas não dessem o seu “pitaco”.
Esse é o real papel do jornalista: além de dar voz aos lados envolvidos em um fato, mostrar o que esse fato tem a ver com a minha vida. O Jornal da Noite, da Band, apresentado por Boris Casoy, é quase todo estruturado pelos comentários do âncora, maduro e experiente o suficiente para entender o que há de relevante na notícia.
Miriam Leitão, Alexandre Garcia – Bom Dia Brasil – Carlos Alberto Sardenberg, Arnaldo Jabor – Jornal da Globo – também representam o mesmo papel, o de considerar, ir além do assistir às notícias e reproduzir tudo sem refletir. Outros telejornais também trazem opinião, como o Jornal do SBT ou o Jornal Hoje, mas de maneira descontraída e popular. Mesmo assim, cumprem o papel de “chacoalhar” o telespectador.
Uma pena que faltem comentários no Jornal Nacional, por exemplo, uma das maiores audiências da Globo no horário nobre há quase 40 anos. Por que será?